Passo 1

Resumo para estudar

Leia a ideia central, revise os tópicos e fixe o “Para decorar”.

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Coleta de Sangue

Técnica de Enfermagem II · 19/09

Ideia central: Obter amostra sanguínea para exames laboratoriais: diagnóstico, acompanhamento e prevenção de doenças.

Tipos de coleta

  • Venosa — veias periféricas
  • Arterial — principalmente gasometria arterial
  • Capilar — punção da polpa digital (ex.: glicemia capilar)

Veias mais usadas

  • Mediana cubital (a preferida)
  • Cefálica
  • Basílica

Materiais

  • Luvas, garrote, álcool 70%, algodão/gaze
  • Agulha + holder (sistema a vácuo) ou seringa e agulha
  • Tubos de coleta, curativo, etiquetas de identificação
  • Descarpack para perfurocortantes
Cor da tampaFinalidade
RoxaHemograma e hemossedimentação
Azul-claraCoagulograma
VermelhaSorologia e imunologia
AmarelaSorologia e imunologia
VerdeBioquímica
CinzaGlicemia

Para decorar

Roxa = hemogramaAzul = coagulaçãoCinza = glicemiaMediana cubital é a veia preferida
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Glicemia Capilar (HGT)

Técnica de Enfermagem II · 26/09

Ideia central: HGT = Hemoglicoteste: punção capilar para verificar a glicemia de forma rápida.

Técnica (10 passos)

  • Higienizar mãos e identificar o paciente
  • Explicar o procedimento e calçar luvas
  • Conferir glicosímetro e fita-reagente
  • Higienizar o dedo e aguardar secar
  • Puncionar a LATERAL da polpa digital com lanceta
  • Colocar a gota na fita e aguardar o resultado
  • Comprimir com algodão, descartar materiais
  • Retirar luvas, higienizar mãos e registrar
Situaçãomg/dL
Hipoglicemia< 70
Jejum normal (sem diabetes)70 – 99
Glicemia de jejum alterada100 – 125
Sugestiva de diabetes (jejum)≥ 126
Hiperglicemiageralmente > 180

Para decorar

< 70 = hipoglicemia≥ 126 em jejum = sugere diabetesPunciona a lateral do dedo, não o centro
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Oximetria de Pulso

Técnica de Enfermagem II · 26/09

Ideia central: Estima a saturação periférica de oxigênio (SpO₂) e fornece a frequência de pulso.

Conceitos

  • Hipoxemia: redução de O₂ no sangue arterial (SpO₂ baixa)
  • Hipóxia: redução de O₂ disponível para os TECIDOS

Técnica

  • Higienizar mãos, identificar e explicar
  • Dedo limpo, sem esmalte/perfumaria
  • Mão relaxada e imóvel; aguardar estabilizar
  • Ler SpO₂ e FC; se alterado, reposicionar e repetir
  • Higienizar o aparelho e as mãos; registrar
SpO₂Interpretação
95 – 100%Faixa habitual
92 – 94%Pode indicar alteração — avaliar e repetir
≤ 91%Baixo — requer avaliação clínica
≤ 90%Hipoxemia importante

Para decorar

Normal ≥ 95%Hipoxemia = sangue · Hipóxia = tecidos
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Feridas e Lesão por Pressão

Técnica de Enfermagem II · 03/10

Ideia central: LPP: dano localizado na pele/tecido, geralmente sobre proeminência óssea, por pressão prolongada ou pressão + cisalhamento.

Tipos de ferida

  • Agudas: rápidas e previsíveis (cirurgias, cortes, traumas)
  • Crônicas: difícil cicatrização (LPP, úlceras venosas/arteriais, pé diabético)
  • Causas: cirúrgica, traumática, vascular, térmica, neuropática

Cicatrização

  • 1ª intenção: bordas aproximadas (sutura)
  • 2ª intenção: ferida aberta, preenche com tecido de granulação
  • 3ª intenção: fechamento tardio, após controlar infecção

Estágios da LPP

  • Estágio 1: pele ÍNTEGRA avermelhada, edema, calor, alteração de sensibilidade
  • Estágio 2: perda PARCIAL da pele, leito úmido avermelhado
  • Estágio 3: perda TOTAL da pele, gordura visível, sem músculo/osso
  • Estágio 4: exposição de músculo, tendão ou osso
  • Não classificável: coberta por crosta/esfacelo
  • Tissular profunda: área roxa/púrpura persistente, pode ter bolha com sangue

Escala de Braden (avalia RISCO de LPP)

  • Percepção sensorial · Umidade · Atividade
  • Mobilidade · Nutrição · Fricção e cisalhamento

Para decorar

Estágio 3 = gordura · Estágio 4 = osso/músculoBraden = 6 fatores de risco2ª intenção = granulação
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Queimaduras, Tecidos e Curativos

Técnica de Enfermagem II · 06/10

Ideia central: Classificar a profundidade, estimar a área queimada (Regra dos 9) e escolher o curativo pelo tipo de tecido e exsudato.

Profundidade

  • Superficial: só epiderme — vermelha, seca, dolorosa, SEM bolhas
  • Parcial superficial: epiderme + derme superficial — úmida, bolhas, muito dolorosa
  • Parcial profunda: bolhas maiores, branco-acinzentada, sensibilidade reduzida
  • Espessura total: sem sensibilidade
  • Profunda: atinge subcutâneo, tendão, músculo, nervo ou osso

Regra dos 9 de Wallace (adulto)

  • Cabeça e pescoço 9%
  • Cada membro superior 9%
  • Tronco anterior 18% · Tronco posterior 18%
  • Cada membro inferior 18%
  • Períneo/genitais 1% — total 100%

Tecidos da ferida

  • Granulação: vermelho, úmido, VIÁVEL
  • Epitelização: tecido novo recobrindo
  • Esfacelo: amarelado/acinzentado, NÃO viável
  • Necrose: preta/marrom, seca, NÃO viável

Curativos

  • Hidrogel → feridas secas
  • Hidrocoloide → pouca a moderada exsudação
  • Alginato / hidrofibra → moderada a alta exsudação

Para decorar

Bolha = pelo menos 2º grau (parcial)Membro inferior = 18%Seca → hidrogel · Muito exsudato → alginato
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Oxigenoterapia e Terapias Respiratórias

Fundamentos de Enfermagem II · 06/10 e 10/10

Ideia central: Administrar O₂ suplementar para corrigir ou prevenir a hipoxemia e melhorar a oxigenação dos tecidos.

Cateter nasal

  • Necessidade LEVE de O₂
  • Fluxo 1 a 6 L/min
  • Checar posição, saturação e irritação em narinas e orelhas

Máscara não reinalante

  • Hipoxemia GRAVE e emergências
  • Fluxo 10 a 15 L/min
  • Inflar a bolsa reservatória, checar válvulas, monitorar continuamente

Outras terapias

  • Traqueostomia (umidificação): gás umidificado em grande volume — conferir água e condensação
  • Nebulização: transforma solução líquida em aerossol — paciente SENTADO, conferir medicamento e dose
  • EPAP: pressão positiva expiratória, mantém alvéolos abertos — usada na apneia obstrutiva do sono

Para decorar

Cateter 1–6 L/min · Máscara NR 10–15 L/minNebulização = aerossolEPAP = alvéolos abertos / apneia do sono
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Valorização Pessoal e Profissional

Fundamentos de Enfermagem II · 14/10

Ideia central: Liderança, posicionamento, gestão de conflitos e postura profissional garantem segurança do paciente e da equipe.

Tipos de liderança

  • Autocrática: líder centraliza decisões e determina tarefas
  • Democrática: incentiva participação da equipe nas decisões
  • Liberal: muita autonomia, pouca intervenção
  • Situacional: adapta o estilo conforme a situação

Posicionamento profissional

  • Comunicação eficaz (verbal e escrita)
  • Reconhecer os próprios limites
  • Comunicar erros e riscos sem omitir
  • Recusar condutas inseguras e avisar o responsável

Conflitos

  • Manter a calma e ouvir os envolvidos
  • Diálogo respeitoso e profissional
  • Buscar soluções pela equipe e segurança do paciente
  • Acionar enfermeiro/direção quando necessário

Postura e apresentação

  • Pontualidade, assiduidade, ética e sigilo
  • Uniforme limpo e crachá
  • Higiene pessoal e Biossegurança (NR-32)

Para decorar

Democrática = equipe participaSituacional = adaptaNR-32 = biossegurança
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Bandagem

Fundamentos de Enfermagem II · 24/10

Ideia central: Uso de faixas para proteger lesões, comprimir, sustentar estruturas e auxiliar na imobilização.

Tipos

  • Protetora: protege feridas e curativos
  • Compressiva: controla edema e sangramento
  • Sustentação: apoio a membros e articulações
  • Funcional: limita determinados movimentos

Técnicas

  • Circular: voltas completas (ex.: punho)
  • Espiral: voltas progressivas em segmentos cilíndricos (antebraço)
  • Espiral reverso: regiões com variação de diâmetro (panturrilha)
  • Em oito: articulações (tornozelo, punho)
  • Espiga: voltas cruzadas (ombro, polegar)

Cuidados

  • Não apertar demais
  • Avaliar circulação, sensibilidade, temperatura e coloração
  • Comunicar e registrar intercorrências

Para decorar

Panturrilha = espiral reversoTornozelo = em oitoOmbro/polegar = espiga
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Os 13 Certos da Medicação

Fundamentos de Enfermagem II

Ideia central: Checklist de segurança para administrar medicamentos sem erros.

Os 13 certos

  • 1. Prescrição certa — completa e legível
  • 2. Paciente certo — nome completo, pulseira, ele diz o nome
  • 3. Medicamento certo — nome, princípio ativo, alergias
  • 4. Validade certa
  • 5. Forma/apresentação certa — comprimido, ampola, creme
  • 6. Dose certa — calcular e diluir se preciso
  • 7. Compatibilidade certa — interação com outros remédios
  • 8. Orientação ao paciente — para que serve, efeitos
  • 9. Via certa — IV, IM, SC, ID… nunca troque
  • 10. Horário certo — respeitar intervalos
  • 11. Tempo de administração certo — velocidade de infusão
  • 12. Ação certa — observar reações e efeitos
  • 13. Registro certo — anotar imediatamente no prontuário

Para decorar

Paciente certo = o próprio paciente fala o nomeCompatibilidade = interaçõesRegistro = imediatamente
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Vias Parenterais (ID, SC, IM, IV)

Técnica de Enfermagem II

Ideia central: Vias parenterais administram medicamentos sem passar pelo sistema gastrointestinal, geralmente por injeção.

Intradérmica (ID)

  • Entre epiderme e derme · ângulo 5° a 15°
  • Volume até 0,1 mL · absorção lenta
  • Ex.: PPD / teste de Mantoux, testes de hipersensibilidade
  • Forma uma pequena PÁPULA · não massagear
  • Seringa 1 mL + agulha 13 × 4,5

Subcutânea (SC)

  • Tecido subcutâneo · ângulo 45° ou 90°
  • Absorção lenta e gradual
  • Ex.: insulina e heparina
  • Locais: braço, abdômen (longe do umbigo), coxa
  • RODÍZIO dos locais evita lipodistrofia · não massagear heparina

Intramuscular (IM)

  • Tecido muscular · ângulo 90°
  • Absorção mais rápida que a SC
  • Locais: ventroglúteo (seguro), vasto lateral, deltoide (pequenos volumes), dorsoglúteo
  • Deltoide até 3 mL · ventroglúteo até 5 mL
  • Técnica em Z reduz refluxo · aspiração não é rotina em vacinas
  • Seringa 3–5 mL · agulha 25×7, 25×8, 30×7, 30×8

Intravenosa (IV/EV)

  • Direto na veia · ângulo ~25°
  • Absorção IMEDIATA
  • Preferir antebraço e locais distais primeiro
  • Observar infiltração, extravasamento, flebite, infecção
  • Suspeita de complicação: interromper a infusão
  • Jelco ou scalp · seringa 3 a 20 mL

Jelco e Scalp

  • Jelco: 14G, 16G, 18G, 20G, 22G, 24G
  • Scalp: 19G, 21G, 23G, 25G
  • Quanto MENOR o número Gauge, MAIOR o diâmetro

Seringa já aspirada — identificar

  • Nome do medicamento e dose/concentração
  • Volume e via
  • Data e horário do preparo
  • Quem preparou
ViaÂngulo · absorção · exemplo
ID5–15° · lenta · PPD
SC45° ou 90° · lenta e gradual · insulina/heparina
IM90° · mais rápida que SC · vacinas
IV~25° · imediata · soluções IV

Para decorar

ID = pápula, 0,1 mLSC = rodízioIM = 90°IV = efeito imediatoMenor Gauge = maior calibre
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Soluções Intravenosas

Técnica de Enfermagem II

Ideia central: Soluções IV repõem líquidos, eletrólitos, medicamentos ou mantêm o acesso venoso, conforme prescrição.

Tipos de solução

  • Isotônicas (= plasma): SF 0,9%, Ringer lactato, Plasma-Lyte A
  • Hipotônicas: SF 0,45%
  • Hipertônicas: NaCl 3% — exigem prescrição rigorosa
  • Glicosada: SG 5% — começa isotônica e vira hipotônica após absorver a glicose

Para que serve cada uma

  • SF 0,9%: reposição de líquidos, diluição de medicamentos, transfusão, hidratação após vômito/diarreia
  • Ringer lactato: repõe eletrólitos (sódio, potássio, cálcio) — queimaduras, traumas e cirurgias
  • SG 5%: fornece energia e água
  • Plasma-Lyte A: ressuscitação volêmica em pacientes graves

Observar durante a infusão

  • Sinais flogísticos, infiltração, flebite, extravasamento
  • Obstrução do acesso e velocidade de infusão
  • Reações ao medicamento e estado geral do paciente

Para decorar

Isotônica = mesma concentração do sangueSF 0,9% e Ringer = isotônicasNaCl 3% = hipertônicaSF 0,45% = hipotônica
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Prática IV: Selo, Scalp e Rótulo do Soro

Técnica de Enfermagem — Aula prática

Ideia central: Todo soro instalado precisa de rótulo completo para segurança do paciente.

O rótulo do soro deve ter

  • Nome do paciente e idade
  • Solução e volume (ex.: SF 0,9% 500 mL)
  • Via de administração (EV)
  • Velocidade de infusão (ex.: 100 mL/h)
  • Início, término e validade
  • Responsável e COREN

Exemplo do caderno

  • SF 0,9% 500 mL a 100 mL/h
  • Início 08:00 → término 13:00 (500 ÷ 100 = 5 horas)

Para decorar

Tempo = volume ÷ velocidadeEV = endovenosa = IVRótulo sempre com COREN do responsável